8 de junho de 2017

Vendas podem aumentar no Dia dos Namorados — mesmo com a carga tributária de mais de 50% em alguns presentes

A chegada da terceira data mais relevante para o comércio, o Dia dos Namorados, vem acompanhada de duas notícias: uma boa [para os comerciantes] e uma ruim [para os namorados(as)].

A boa notícia para os comerciantes é que, segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), é possível que haja uma ligeira alta nas vendas do varejo em relação ao ano passado. Destaca-se entre os fatores que podem contribuir para o alcance desse resultado a queda dos juros, o aumento da massa salarial e a diminuição das temperaturas.

Para Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), o recente anúncio de corte na taxa básica de juros pode influenciar o comportamento dos consumidores, levando-os às compras parceladas de produtos de maior valor. “Já o aumento dos salários, propiciado pelo alívio inflacionário, deixa o orçamento dos trabalhadores com um pouco mais de espaço. Com isso, eles podem se animar para compras à vista de produtos de menor valor”, explica Burti. “Outro indicador positivo é a chegada das baixas temperaturas, que provavelmente beneficiarão as vendas da moda outono-inverno.”

Contudo, o presidente da entidade pondera que as projeções estão dentro de um quadro de incertezas, em razão do agravamento da crise política, situação que pode minar ainda mais a confiança do consumidor.

QUANTO VALE O AMOR (EM IMPOSTOS)

A notícia ruim, que diz respeito aos consumidores que presentearão seus cônjuges, é a de que alguns presentes comuns nesta data chegam a ter mais de 50% de tributos, como por exemplo, nos casos do champanhe (59,49%), do vinho (54,73%), da maquiagem (51,41%) e das joias (50,44%) [Veja a lista completa abaixo].

O alerta é da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que encomendou levantamento para o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). “Se não tivesse toda essa carga, o consumidor teria um alívio, ainda mais em período de crise, em que os produtos sofrem efeitos da inflação e do câmbio”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Para os “amantes à moda antiga”, as flores consomem 17,71% de impostos. Do preço final de um perfume importado, 79% são de tributos. Outras cargas tributárias que chamam a atenção são do telefone celular (38,9%) e dos óculos de sol (44,18%).


CONFIRA A SEGUIR A CARGA TRIBUTÁRIA DOS PRESENTES 

Produto

Carga tributária

Bota

36,17%

Calça jeans

38,53%

Camisa

34,67%

Champanhe

59,49%

Flores

17,71%

Fondue de chocolate

38,51%

Fondue de queijo

36,54%

Hospedagem em hotel

29,56%

Jantar em restaurante

32,31%

Joias

50,44%

Livros

15,52%

Malha

34,13%

Maquiagem nacional

51,41%

Óculos de sol

44,18%

Pacote de viagem

29,56%

Perfume importado

78,99%

Porta-retrato

43,47%

Tablet

39,12%

Telefone celular

38,90%

Vinho

54,73%

Fonte: Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação – IBPT