10 de agosto de 2017

Confiança do consumidor brasileiro cai 5 pontos em julho, aponta índice da Associação Comercial de SP

Segundo a ACSP, a queda sobre junho pode estar ligada às incertezas na política e na economia, mas os juros mais baixos poderão aliviar a situação financeira dos brasileiros e estimular a engrenagem da economia

São Paulo, 10 de agosto de 2017. A confiança do consumidor brasileiro diminuiu cinco pontos na passagem de junho (68 pontos) para julho (63), segundo o Índice Nacional de Confiança (INC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Foi o pior resultado da série histórica, que começou em 2005. Até então, o menor INC (64 pontos) havia sido registrado em abril do ano passado, mês do afastamento de Dilma Rousseff.

De acordo com Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), “as incertezas quanto à economia, à política e às reformas estruturais influenciaram negativamente a confiança dos consumidores brasileiros e dos agentes produtivos em julho”.

Ele espera, contudo, que esse impacto seja passageiro, pois a incerteza política passou e caminha-se para um cenário mais favorável nos próximos meses, a partir de ligeiros sinais de uma retomada que a economia já dá. “O Banco Central tem cortado a taxa básica de juros e já acenou com novas reduções. O repasse dessas quedas para o consumidor já começou a aliviar a situação financeira dos brasileiros e estimulará a engrenagem da economia”. Burti explica que o alívio nos juros estimula o consumo porque permite alongamento dos prazos do crediário e gera um ambiente mais favorável para as compras.  

O INC varia entre zero e 200 pontos; o intervalo de zero a 100 é o campo do pessimismo e, de 100 a 200, o do otimismo.

A pesquisa foi feita pelo Instituto Ipsos entre os dias 1º e 14 de julho em todas as regiões brasileiras. A margem de erro é de três pontos.

Regiões

Todas as regiões apresentaram retração no INC em julho. A maior baixa ocorreu no Sul, que apresentou 13 pontos de diferença de junho (62) para julho (49), provavelmente devido às chuvas e às baixas temperaturas, afetando a agropecuária.

Mesmo em queda, o melhor resultado mostrou-se na região Nordeste, que perdeu dois pontos em junho (74) frente a julho (72). Empatadas com 63 pontos estão as regiões Norte/Centro Oeste, que perdeu sete pontos de um mês para o outro, e a Sudeste, que caiu três pontos.

Emprego

De acordo com um dos componentes do Índice Nacional de Confiança da ACSP, em julho, os brasileiros conheciam em média 5,27 pessoas que perderam o emprego. Em junho, esse número foi de 5,02. “A ligeira alta pode sinalizar para um breque temporário na contratação de pessoal das empresas, pelas incertezas”, avalia Burti.

Classes

A classe C foi a mais confiante em julho (65 pontos), mesmo reduzindo quatro pontos sobre o mês anterior. Já a D/E (63) foi a que mais perdeu: com sete pontos a menos. A classe menos confiante foi a A/B (mais bem informada), com queda de quatro pontos na passagem de junho (61) para julho (57).

O INC

Encomendado pela ACSP ao Instituto Ipsos desde 2005, o Índice Nacional de Confiança (INC) é elaborado a partir de entrevistas pessoais e domiciliares em todas as regiões brasileiras, com base em amostra probabilística e representativa da população brasileira de áreas urbanas de acordo com dados oficiais do IBGE (Censo 2010 e PNAD 2014). Trata-se de uma medida da extensão de confiança e segurança do brasileiro quanto à sua situação financeira ao longo do tempo. Além de indicar a percepção do estado da economia para a população em geral, o índice visa a prever o comportamento do consumidor no mercado.

Veja na íntegra:

Índice Nacional de Confiança/ACSP/Ipsos

 

Mais informações:
Patrícia Gomes Baptista
Assessoria de Imprensa ACSP
pgbaptista@acsp.com.br
(11) 3180-3220 / (11) 97497-0287 

 

Sobre a ACSP: A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em seus 122 anos de história, é considerada a voz do empreendedor paulistano. A instituição atua diretamente na defesa da livre iniciativa e, ao longo de sua trajetória, esteve sempre ao lado da pequena e média empresa e dos profissionais liberais, contribuindo para o desenvolvimento do comércio, da indústria e da prestação de serviços. Além do seu prédio central, a ACSP dispõe de 15 Sedes Distritais, que mantêm os associados informados sobre assuntos do seu interesse, promovem palestras e buscam soluções para os problemas de cada região.